9 de Septiembre de 2010   ///   www.bodegasdeluruguay.com.uy

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Gustavo Magariños Pagani
"Mais sejam as vinícolas participantes do projeto Wines of Uruguay, mais efetivas serão as ações e melhores resultados obtidos para o setor como um todo"
Fazendo balanço do ano que finaliza, um dos progressos que provavelmente foi de suma importância para a projecção futura da indústria do vinho uruguaio no estrangeiro, é a nomeação do economista Gustavo Magariños Pagani frente da ex-Associação de Vinícolas Exportadoras (ABE), em um plano que é unificar as idéias e necessidades das vinícolas associadas, tanto como a integração sob um único nome das vinícolas exportadoras, juntamente com aquilas da asa turística, até agora com o nome de Uruguay Wine Roads (ATEU).

A primeira fase deste plano levou à sua contratação em 12 de Agosto e, posteriormente, estabeleceu-se a nova instituição, que foi nomeada Wines of Uruguay e, como dissemos, é composta da Associação das Vinícolas Exportadoras e da Associação de Turismo Enológico do Uruguai. Espera-se que, no futuro, possam adicionar outras vinícolas interessadas em iniciar a exportação e/ou desenvolver uma gama de serviços turísticos em seus estabelecimentos.

Gustavo Magariños Pagani é economista graduado de La Sorbonne, em Paris, há 18 anos que trabalha na área de negócios internacionais, desenvolvimento de mercados da América Latina, E.U., Canadá e Europa para empresas industriais e de serviços, tanto a nível nacional e internacional. Ele preparou estudos para a Associação Latino-Americana de Integração, professor da Universidade ORT (Lic. Relações Internacionais) e como Attaché Civil Especial da Embaixada do Uruguai em Washington para trabalhar na promoção da oferta de exportação uruguaia e na promoção de investimento. Também foi palestrante em várias conferências no Uruguai e no exterior.

Apenas assumiu o cargo, a revista Galeria, suplemento do semanário Búsqueda, publicou uma emtrevista da jornalista Marcela Baruch, que foi fornecido a Bodegas del Uruguay por Magarinos Pagani, e parcialmente reproduzida abaixo.

Quais são as actividades programadas no curto prazo? Quando serão realizadas?
As atividades têm três objetivos principais: primeiro, melhorar a imagem de "país do vinho" em mercados estrangeiros, para ajudar os importadores, distribuidores e consumidores a identificar o Uruguai com a produção de vinhos finos de alta qualidade, embora já são reconhecidos internacionalmente no setor profissional, não é assim no público. Esta imagem também transmitirá as características do processo de produção atual, respeitando o meio ambiente, a qualidade das nossas cepagens, as vantagens climáticas e o profissionalismo das vinícolas.

Segundo, o aumento da produção de vinhos finos e a constante melhoria de sua qualidade e por último, em paralelo, o desenvolvimento do turismo enológico, onde temos grande potencial de crescimento.

As atividades do plano prevêem a criação de um comitê sensorial para padronizar a qualidadedos dos vinhos nacionais? Qual é o estágio dele?
Um Comitê de Qualidade está-se integrando, será composto por nossos técnicos e aberto a outras organizações. Foram convidadas a Organização Nacional dos Viticultores (ONV) para integrá-la e, provavelmente, outras instituições como INAVI, e o LATU também podem participar, e todas aquelas organizações que estão envolvidas no setor e desejam participar desse esforço.

Já decidiu o sistema de financiamento das ações a serem desenvolvidas dentro da WOU e outras atividades do plano? O programa detalhado fala de uma taxa de adesão para as vinícolas, bem como a contribuição do INAVI e outros organismos públicos.
Sim, existem ações específicas que já poderiam ter acesso aos recursos. Em geral, os projetos serão financiados com 40% de contribuição das vinícolas, eo restante é contribuído pelo INAVI e o PACC. WOU está desenvolvendo os projetos, que devem estar em conformidade com o Plano Estratégico e ser aprovados pela Comissão de Competitividade (quatro representantes da WOU, um de ONV, um de vinícolas não-exportadoras e um do INAVI), para logo acessar os recursos disponibilizados pelo OPP. A participação do setor público pode chegar a até 80%, dependendo das características dos projetos. O custo de adesão é mínimo e se destina a pagar os custos básicos para o funcionamento normal da instituição.

Aderiram vinícolas que não faziam parte da ABE ou ATEU, devido à preparação deste plano?
O novo plano está apenas começando e nós estamos convidando aqueles que não são membros a aderir, quantas mais vinícolas participem, mais ações serão realizadas e melhores resultados obtidos para o conjunto do sector. Também lhes permitirão modernizar-se e integrar-se no mercado internacional de forma eficiente e com custo significativamente menor do que fazendo cada um por si mesma.

Além de contratar você, concretizaram outras ações no âmbito do plano?
Como eu disse antes, apartir da minha contratação os projectos são elaborados e apresentado para aprovação. Estamos trabalhando atualmente em dois deles para a participação em duas feiras na Europa (Düsseldorf e Londres) no próximo ano, uma para ações no Brasil em 2009 e 2010, e outra para turistas brasileiros que nos visitam entre 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. Há também ações planejadas nos E.U., México e possivelmente Canadá, para o próximo ano.

Quais são as ações que tem agendada a WOU?
A participação nas feiras mencionadas, degustações em Punta del Este e em duas ou três cidades no Brasil, em Nova York, em México. Prevê-se também o investimento em uma das mídias de imprensa mais importantes do Brasil. É interessante notar que cerca de 45 dias atrás Rede Globo exibiu um material explicando os benefícios do vinho Tannat uruguaio, com suas propriedades inigualáveis de saúde, apoiadas por descobertas científicas. Neste momento, e provavelmente devido a esta difusão, a demanda por nossos Tannat tem aumentado exponencialmente e achamos que é o momento certo para fazer este investimento que vai ajudar a reforçar esse mercado.

Dentro das linhas de comunicação do país no presente plano senhala-se a possibilidade de difusão do Uruguai como a Nova Zelândia da América. Com base em que critérios Uruguai seria semelhante à Nova Zelândia? Por que levar este país como modelo?
A Nova Zelândia é provavelmente o caso mais bem sucedido no mundo inteiro, e por esta razão muito simples poderiamos aproveitar sua experiência e os conceitos que desenvolveu em seu modelo que melhor se adequam a nossa realidade. Somos parecidos no clima, terreno, tamanho e população. Devemos melhorar a nossa formação nas tarefas de produção e colheita, gestão de negócios e integração nos mercados externos.

Fonte: Marcela Baruch, Revista Galería

 
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